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La Biennale 2026 / a escala de Jenny Saville

  • Foto do escritor: Sandra Echeverria
    Sandra Echeverria
  • há 10 horas
  • 1 min de leitura

Diante das pinturas monumentais de Jenny Saville, o primeiro impacto vem da força de seus corpos. A tinta é aplicada em camadas espessas, com pinceladas intensas, como se pele e pintura se misturassem diante dos nossos olhos.



Em sua primeira grande exposição em Veneza, na Ca’ Pesaro, mais de trinta pinturas e desenhos apresentam a trajetória da artista britânica desde os anos 1990 até hoje. Saville transformou a maneira de representar o corpo, especialmente o feminino, afastando-o dos padrões idealizados de beleza.



Partindo de desenhos, fotografias e estudos anatômicos, a artista amplia, fragmenta e sobrepõe suas figuras, transformando completamente essas referências por meio da pintura. Seus corpos são vulneráveis e, ao mesmo tempo, muito poderosos, ocupando quase toda a tela e se impondo diante do espectador.



Em Veneza, sua obra dialoga com grandes mestres do passado, especialmente Ticiano, uma referência importante na maneira como trabalha a carne, a cor e o gesto.



Uma exposição de tirar o fôlego, não apenas pela escala das obras, mas pela capacidade de Jenny Saville de transformar a tinta em corpo — e o corpo em uma presença quase física diante de nós.

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